Django Livre


Todo fã da 7ª arte que se preze já assistiu, no minimo, UM FILME DE QUENTIN TARANTINO. O cara simplesmente dirigiu E escreveu roteiros brilhantes!!! Alguns deles como: Kill Bill Vol I e II, Bastardos Inglórios, Pulp Fiction, Um Drink para o Inferno, Deathproof, Cães de Aluguel e por ai vai. Certeza que vocês já devem ter ouvido falar e muuuito dele. Até porquê, Tarantino é um dos diretores mais vitais que existem na indústria cinematográfica atualmente E ultimamente. Não só por sua grande sapiência no assunto (pra quem não sabe antes de ser diretor ele passava hoooooras adentro assistindo o acervo da locadora em que trabalhava), mas também pela enorme dedicação e amor que tem ao cinema. Tarantino é, sem sombra de dúvidas, um diretor de mil e um adjetivos!! E sua mais nova obra ''DJANGO LIVRE'', confirma isso explicitamente de um jeito VISCERAL!


Ficha Técnica: 
Titulo Original: Django Unchained. 2012. Weinstein Company (EUA). Sony Pictures (Internacional).  165 min. Direção e Roteiro do ganhador do Oscar Quentin Tarantino. Estrelando: os ganhadores do Oscar Jammie Foxx, e Christoph Waltz e também Leonando DiCaprio, Samuel L. Jackson, Kerry Washington,Walton Goggins, Don JohnsonMichael K. Williams e Gerald McRaney. 
Classificação de 16 anos. 


O filme se ambienta no sul dos Estados Unidos, dois anos antes do advento da Guerra Civil. Django (Jamie Foxx) é um escravo cujo passado brutal com seus antigos senhores o leva a ficar tête-à-tête com o perspicaz caçador de recompensas alemão, o dentista King Schultz (Christoph LANDA <3 Waltz). Schultz está em busca de assassinos, os irmãos Brittle, e Django é o único que poderá ajudar a encontra-los . 

Mediante isto, Schultz compra Django e faz um acordo com ele onde promete, após a captura dos Brittle (mortos ou vivos), lhe dar sua liberdade para fazer o que lhe bem dispor. É ai que Django revela também estar em busca de alguém. Sua amada esposa, Broomhilda Von Shaft (Kerry Washington), que ele perdera para o tráfico de escravos anos atrás. Schultz promete então ajudar Django a encontrar Broomhilda. Quando a busca pelos irmãos assassinos chega ao fim, Schultz liberta Django e ambos optam por seguir a procura de mais criminosos com a cabeça à prêmio nos arredores do sul. E, enquanto isso, Django vai aperfeiçoando suas habilidades como caçador e alimentando cada vez mais o desejo de encontrar sua esposa. 


Depois de uma leva de tiros e confusões, os dois acabam descobrindo que ela foi vendida para Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), o proprietário de “Candyland” que é fã declarado de lutas entre negros. As famosas lutas Mandingo. Sob falsos pretextos de comprar um escravo para este tipo de luta, Django e Schultz, exploram a fazenda de Calvin e começam a fazer negócios com o perverso e interesseiro sinhorzinho, mas rapidamente despertam a suspeita de Stephen (Samuel L. Jackson), o escravo doméstico de confiança dele. Seus passos começam a ser seguidos, e uma organização perigosa fecha o cerco em torno deles. Django e Schultz se encontram a mercê  de conflitos aterrorizantes para poderem escapar e ainda conseguirem a liberdade de Broomhilda.

O Western Spaghetti de Tarantino é s-a-n-g-u-i-n-á-r-i-o e extremamente forte (talvez o filme não agrade quem têm estômago fraco e abomina violência em demasia), mas é uma bela homenagem aos filmes antigos de faroeste. Em suas próprias palavras, Tarantino diz que: Django “não pode ser mais angustiante do que era na vida real, não pode ser mais surrealista do que era na vida real e não pode ser mais ultrajante do que era na vida real. Basicamente, é isso mesmo: a crueldade que acontecia na vida real!


O filme traz uma linha de pensamento muito mais audaciosa do que os outros filmes de Tarantino e, isso, por si só, o eleva como uma obra elegível a prêmios. O enredo inspirado nos filmes de Sergio Corbucci e outros westerns dos anos 60, visita não só tal genêro, mas também os mitos antigos da história quando o personagem de Waltz, em um lindo take, explica a Django o significado do nome de sua esposa Brommhilda. Também são  perceptíveis as referências dos filmes dos movimentos negros (um dos produtores é pioneiro no ramo, Reginald Hudlin) e, claro, a melhor das referências é a homenagem ao original, DJANGO de 1966, com Franco Nero, que por sinal, deu o tom certo ao participar amigavelmente do então, Django Livre


A película arranca risos em muitos de seus diálogos cômicos, redondinhos e cheios de cautela (característica explicita de Quentin), mas também faz  o espectador sofrer junto com os personagens, principalmente, com a esposa de Django que sobe na corda bamba a todo momento!  Kerry Washington fez uma personagem dolorida e sofrida ao seu modo, Jammie Foxx em seu Django (que quase foi de Will Smith, mas o mesmo recusou) consegue induzir o personagem a crescer e se desenvolver, mas é realmente Waltz e DiCaprio, o esperto e o vilão, que brilham durante todo o filme. Waltz como Schultz, demonstra um humanismo tamanho em relação a escravidão e DiCaprio no papel do ''sinhorzinho'' Calvin, por outro lado, vai de contra a qualquer humanidade e trata seus escravos não só como propriedade, mas como brinquedinhos em um parque de diversão radical. À quesito de curiosidade, Leo foi tão ao extremo que se machucou durante as gravações. (Quem perceber levar ponto, hein!!!)


Além deles, outro que quando entra em cena ABALA AS ESTRUTURAS, com uma performance tinhosa, é Samuel L. Jackson, como o criado puxa-saco Stephen. E, claro, como de costume, o próprio Tarantino faz seu cameo, e julgo, um dos melhores até agora (quando vocês assistirem vão entender) e se não me engano, ele apareceu mais de uma vez. O longa de 2 horas e 45 minutos ainda conta com uma participação de Jonah Hill, Don Johnson,  entre outros, mas o intrigante foi perceber que James Remar faz dois personagens no filme (fiquem de olho). Bem, um filme desse nipe só quem é cego não percebe que está cheio de homenagens e referências...lol

E people, como sempre, a trilha sonora é um personagem a parte! Pois ela vai de um ritmo ao outro numa mistura frenética embalando as boas e belas tomadas do filme. (Ah, dá pra ouvir   trilha aqui!) Tem de John Legend ao tema original do Django de 66. E ooooow, muita gente vai PIRAR COM A FOTOGRAFIA que está soberba, simplesmente, soberba!!! Bem, na verdade, todo o trabalho final do projeto, que começou há dez anos atrás, está muito bom. Só vale lembrar que   aqui é tudo no limite e com muito mais coragem, mas é um filme no estilo ''agrada a uns e ofende a outros'' (vide Spike Lee que levou pro lado pessoal e não entendeu que como Shoshanna VINGANDO OS JUDEUS em Bastardos Inglórios, o apaixonado Django tem seu mérito por também VINGAR AS CRUELDADES FEITAS COM OS NEGROS no passado). Fora isso, a crítica especializada, até agora só tem elogios a Django. (88% de aprovação no Rotten Tomatoes)


Trailer


Bem, para finalizar, queria dizer que em nível de avaliação Django não tem a precisão e perfeição da Masterpiece de Tarantino, Bastardos Inglórios, e também não tente comparar, ( mesmo que os fãs alucinados dele digam que suas obras  são interligadas), portanto, e, com certeza, Django é brutal e   real. Tanto que explode 4 cabeças  ( ou até mais) com uma pistola sangrenta e fumegante! hahahaha ;p 
Detalhe: os tiroteios são um deleite a parte.

Django Livrefoi lançado nos EUA em 25 de dezembro de 2012 e chega ao Brasil em 18 de Janeiro de 2013.

That's all Folks!!!!!!!!!!!!!
See Ya.

B.

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Ps: 
* Este foi o primeiro projeto de Tarantino que não foi editado por Sally Menke ( falecida em 2010) < talvez isso até seja percebido pelos fãs de Quentin> e durante a finalização do projeto outro colaborador do projeto chegou a falacer, o desenhista Michael Riva. 
* Há um outro projeto muito interessante em que Tarantino participa, chamado Sukiyaki Western Django (2007)  que tem uma temática parecida. < Não estranhem ver o nome ''Django', pois ele é sinônimo de badass>
* O Próprio Tarantino afirmou que Bastardos e Django tem uma conexão (aka personagens vingando nações) e pode haver um terceiro filme com esse seguimento, mas que ele não sabe o que será, ou também não revela. 

Escrito por Bárbara Kruczyński

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4 comments:

Danny Wood disse...

Fiquei curioso porque vocês citaram a fotografia do maravilhos Bob Richardson que fotografou varios filmes do Oliver Stone e depois pulou para os filmes do Scorsese e agora com Tarantino desde Kill Bill. Tarantino sem sombra de duvída mudou o cinema dos ano 90, pouco me importa se ele rouba cenas ou não de todos os filmes que ele viu. Mas o fato é que Tarantino pega tudo que já viu joga no liquidificador da sua cabeça e pronto! Uma verdadeira vitaminosa do cinema pop e original.

Danny Wood disse...

Fiquei curioso porque vocês citaram a fotografia do maravilhos Bob Richardson que fotografou varios filmes do Oliver Stone e depois pulou para os filmes do Scorsese e agora com Tarantino desde Kill Bill. Tarantino sem sombra de duvída mudou o cinema dos ano 90, pouco me importa se ele rouba cenas ou não de todos os filmes que ele viu. Mas o fato é que Tarantino pega tudo que já viu joga no liquidificador da sua cabeça e pronto! Uma verdadeira vitaminosa do cinema pop e original.

Anônimo disse...

Uauuuu! fui ver hj e me mantive preso na cadeira o tempo bastante para amar o Tarantino ainda mais.
Bom post.

Renato
@AchaBrasilia

Bárbara Kruczynski disse...

Danny Wood,
Bob está sempre em evidência, com qualquer diretor que trabalhe, mas acho que com o Tarantino ele encontra um espaço bem livre de criação da sua arte. E, bem, o lance de falar que Tarantino rouba cenas de filmes que já viu, é extremamente prejudicial, pois ele não faz isso, o que ele faz sempre é HOMENAGEAR o cinema visto que ele trabalha com isso porquê é um grande fã e não só pelas notinhas verdinhas ;p

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