De Wes Anderson: O Grande Hotel Budapeste


Ganhador do Urso de Prata no Festival de Berlin deste anoO Grande Hotel Budapeste, debuta hoje (03 de julho) no circuito nacional. O filme com big e prestigiado elenco, sofreu vááárias alterações em sua data de estréia, mas promete agradar #dicumforça os fanáticos pelo trabalho do diretor e roteirista Wes Anderson. 

Como assídua admiradora de sua genialidade, tenho verdadeira paixão por cada minimo detalhe que ele insiste em apontar na tela! Na verdade, nem consigo descrever a mistura de sentimentos que sinto quando vejo seus enquadramentos perfeitos e trigonométricos, mas tenho imenso prazer em comentar sobre suas películas e compartilhar o quão tocantes elas são. 

Bem, para a minha grande sorte, pude conferir o filme em cabine de imprensa semana passada na sala XD do cinemark, aqui em Brasilia, o que qualificou positivamente a extrema beleza da fotografia! Algo que é raro não acontecer nos filmes de Anderson. Portanto, para não perder o costume, vou dividir com vocês um pouco do que esta excêntrica história traz de tão bom!



Logo que a película se inicia o personagem de Tom Wilkinson, chamado apenas de o autor, nos é apresentado. Ele então nos aponta como a história de um famoso gerente de hotel europeu e seu jovem empregado chegou a ele. Insiste, inclusive, em dizer, que os fatos são descritos exatamente como lhe foram narrados. Dai em diante, somos levados ao mundo do autor, agora mais jovem e vivido por Jude Law. Lá ele relata o quão pitoresco ''O Grande Hotel Budapeste'' era e descreve ainda que os hospedes e funcionários ali, em geral, eram artistas e pessoas reservadas, mas que em sua grande maioria, apenas eram pessoas solitárias. 

Entre eles havia um senhor inteligente e bem-apessoado, o ''senhor Moustafa'', proprietário do hotel, que de imediato convida o autor a ouvir um pouco de sua vida e os relatos de como ele veio a ser o dono de ''O Grande Hotel Budapeste''. 




Tudo acontece no período entre as duas guerras mundiais, onde um gerente de hotel, Senhor Gustave (Ralph Fiennes em excelente performance) e Zero (o estreante Tony Revoloriseu mais novo empregado e amigo, vivem aventuras inéditas (das quais vocês só vão saber mais na tela, pois se eu comentar muito estraga). Bem,  senhor Gustave é um impecável e galanteador gerente e conhece uma quantidade enorme de pessoas por isto, mas nem sonhava ele que alguém querido estava correndo risco de morte e ele e Zero se envolveriam numa trama familiar pela luta de uma fortuna e pela segurança de suas vidas. Além deles, a namorada de Zero, Agatha (Saoirse Ronan), a linda confeiteira do famoso ''Mendels'', terá de correr contra o tempo para livrar os dois das confusões em que se metem e no fim toda a narração do senhor Moustafa fará um enorme sentido para o autor (e acredito que para os espectadores também).



Evidente que se você já viu algum dos filmes de Anderson, sabe que ele sempre nos presenteia com personagens íntegros, vis, delicados, párias do sistema e, lógico, os excêntricos. Isto é bem próprio de seus filmes. Aqui grandes estrelas como Bill Murray e Owen Wilson tem participações que dão um toque especial ao filme, já atores como Adrien Brody, Tilda Swinton, Edward Norton, Harvey Keitel e Willem Dafoe trazem ao longa muitos minutos de tensão, comédia e, obviamente, ótimas performances. O personagem de Ralph Fiennes, que inicialmente foi pensado para Johnny Depp, é um Dom Juan elegante que cativa todas as mulheres e tem flertes até com as de 80 anos (maquiaram a Tilda lindamente e ela ficou gaga e apaixonada por ele). Aliás, Gustave foi um gentleman dos mais fofos ever, pois de cara já se percebe que ele adota Zero (Tony Revolori) como seu pupilo, relembrando dos dias em que foi um também e este ato puro se mostra belo até nas cenas mais tensas.



Bem, Wes Anderson tem seu modo particular e inigualável de trabalhar, não é de hoje que sabemos disto, pois tudo é meticulosamente jogado na tela com muitos detalhes, desde a caracterização dos personagens, a fotografia, a trilha sonora e também os cenários. De certa forma, como o Tarantino, ele tem um modo muito sagaz de ligar seus filmes com a simbologia apresentada nos cenários e nas caracterizações dos personagens. Até porquê esta perspicácia, e vemos isto em ''O Grande Hotel'', ás vezes trata de temas fortes como a morte, o totalitarismo, a ganância, a luxúria e etc, de uma ótica diferente e não tão grosseira. Isto valida muitos dos personagens. Traz até comparações para a vida real, já que ele consegue enaltecer a estranheza e a simplicidade dos protagonistas e antagonistas, como um ponto forte de cada um. Portanto, ele acaba tornando visível detalhes que não seriam distinguidos a olho nu, em um primeiro momento. 
Ficha Técnica
The Grand Budapest Hotel. Direção: Wes Anderson. Roteiro: Wes Anderson e Hugo Guinness ~Inspirado nas histórias de Stefan Zweig. Elenco: Ralph Fiennes, Adrien Brody, Willem Dafoe, Jeff Goldblum, Jude Law, Tom Wilkinson, Saoirse Ronan, Harvey Keitel, Edward Norton, Tilda Swinton, Bill Murray, Owen Wilson, Tony Revolori, Bob Balaban, Jason Schwartzman, Léa Seydoux, F. Murray Abraham, Waris Ahluwalia. Genêro: Comédia, Drama. Duração: 1h40min. Distribuidor: FOX FILMES. Lançamento: 3 de Julho de 2014

Por fim, vale dizer que ''O Grande Hotel Budapeste''  é um filme que não se vê sempre, mas que você consegue reconhecer os detalhes da produção pelas peculiaridades do diretor, mas não é algo que chega a soar repetitivo, acredito que, na verdade, enriquece a carreira dele, pois traz ao público um cinema arte que há muito foi esquecido. Aquele que vai fazer a platéia ter um riso bobo, aquele que vai  prendê-la em uma sacada genial e/ou ainda  fazê-la se derreter com a inteligência e perspicácia da trama!

Trailer

É isso!

Hoje nos Cinemas!

#nãodápraperder

See Ya!

B-

Ps: Tem um cameo de Jean Dujardin no filme!

Escrito por Bárbara Kruczyński

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