O Exterminador do Futuro: Gênesis (3D)


O universo de  'O Exterminador do Futuro', criado por James Cameron lá em 1984, tem uma receita de ingredientes básicos que todo cinéfilo sabe listar no ato. Tais elementos identificam um mundo no ápice de sua busca pela tecnologia de ponta. Esta que acorda para vida e responde de forma alarmante enviando cyborgs ultra letais do futuro para perseguirem de forma obstinada os membros da família Connor, Sarah e John. Fazendo aflorar, a partir dai, a paranoia e a tecnofobia.

Estes fatores combinados a simpatia do astro Arnold Schwarzenegger, o girl power de Linda Hamilton e os ideais de Cameron, fizeram com que os dois primeiros longas tivessem um êxito colossal. O que deu justificativa para que mais episódios do projeto fossem desenvolvidos, transformando-o então em franquia. Assim, em seu quinto e novo capítulo na telona (e pela primeira vez filmado em 3D), que chega aos cinemas hoje (02), titulado de ''Exterminador do Futuro: Gênesis'', a produção vem recheada de reviravoltas e tenta sem sucesso conectar, de uma vez por todas, certos pontos da história.

'Gênesis' tem direção de Alan Taylor e conta com os atores Arnold Schwarzenegger, Emilia Clarke, Jai Courtney, J.K. Simmons e Jason Clarke, no elenco.

Como é uma narrativa não-linear (sempre), o filme já se inicia no futuro, teoricamente no ano de 2029. John salvador Connor, líder da resistência humana contra as máquinas, vivido por Jason Clarke (O Planeta dos Macacos: O Confronto) está em mais uma tentativa de ataque a base da Skynet. Logo em seguida, somos apresentados a Kyle Reese (Jai Courtney), soldado que é enviado  ao ano de 1984 para proteger Sarah Connor (Emilia Clarke), mãe de John, após um 'exterminador' também ter sido mandado ao referido ano com o intuito de matar a moça e impedir o nascimento de seu filho. Kyle regressa então ao passado de Sarah e tem a enorme surpresa de encontrar, na verdade, um T-800 (Scwarzenegger), em outras palavras, um outrora exterminador, que agora passa os dias em função de proteger e guardar-la. Além disso, mal sabe Kyle o que seu passado lhe destinou.

O filme tem um ritmo bem dinâmico apesar de confuso e o tom cômico do 'Terminator' se aflora em momentos super tensos e te fará dar boas gargalhadas. Há diversas semelhanças e homenagens em comparação aos dois primeiros longas. Aliás, como a produção tenta recapitular acontecimentos do primeiro filme da franquia, Schwarzenegger precisou travar combate com o seu 'eu' mais novo e ganhou uma performática cena com dublê e tudo que tem seu merecimento de 'uaaau' - lembram da cena com os punks? <3.

O personagem do ator Jai Courtney (Spartacus: Blood and Sand), Kyle Reese, tem a tarefa de proteger a mocinha da história, mas se depara com a mulher 'de seus sonhos', pois John costumava contar tudo sobre a mãe para o parceiro e há, inclusive, a emblemática cena que mostra-se a foto de Sarah no passado, exatamente como a foto de Linda quando a interpretou no primeiro Terminator. Jai é um ator australiano de sotaque puxado que está em ascensão em Hollywood e tem feito desde séries de tv até filmes teens como 'Divergente' e também atuou ao lado de Bruce Willis em 'Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer' (2013).


Sarah Connor ganhou uma reavivada com o desempenho de Emilia Clarke (Game of Thrones), todavia, Linda mostrou um girlpower mais aflorado e sexy já Clarke deixou a presença de menina e o sentimentalismo por 'Papis', seu Terminator Guardião ( Schwarnegger), se manifestar com mais vigor. Seu romance com Kyle também tem um tom diferente do vivido por Linda e Michael Biehn e deixa um pouco entediante o desenvolver da película. A frase '' Come With Me If You Wanna Live'', soa nostálgica e nos faz relembrar as várias 'entoações da sentença dita pelo Terminator, tantas vezes, em períodos transcorridos.

E, claro, o filme deixa algumas várias perguntas não respondidas. Desde o encontro de personagens de tempos diferentes até o posicionamento de alguns deles nos anos futuros, entretanto o que mais me irritou foi a tomada de rumo para fazer John Connor 'engolir todas suas crenças' e criar uma reviravolta do nada e sem pragmática contundente. Dar ao personagem um direcionamento que vai de contra a sua luta nos outros enredos e ficar por isso mesmo. Meio sem nexo e nem necessidade. Até porque as máquinas e seus planos de ação sempre ocasionam uma nova situação e trazem um meio de postergar o tão temido 'dia do julgamento final'. ~ ok, que a história é reescrita, mas não convenceu.

Quatro John Con­nors distintos: Edward Fur­long (O Exterminador do Futuro 2: O Dia do Julgamento Final), Nick Stahl (O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas), Chris­t­ian Bale (O Exterminador do Futuro: A Salvação), Michael Edwards (O Exterminador do Futuro 2: O Dia do Julgamento Final) e Jason Clarke (O Exterminador do Futuro: Gênesis)



















Há duas coisas ainda relevantes sobre o elenco: o mal aproveitamento de Matt Smith (Doctor Who) e do excelente J.K. Simmons (Whiplash) durante o filme. Matt é  quem vive a 'Skynet' no mundo real e aparece em poucas cenas - tipo oi? a skynet, finalmente, ganha vida e fica de pano de fundo? cumâ?. Uma destas cenas seu enfoque 'suspeito' diz bastante do que vai e pode acontecer, mas como não há um fortalecimento concentrado da presença da inteligência artificial e 'da linhagem skynet' os planos vão se confundindo e ficando de lado. Quanto à Simmons, este é jogado em uma entrada inicial e volta a reaparecer mais para o fim sem muito a complementar. Interage apenas como o maluco que acredita no que está rolando ~ 'óbvio' demais ~ e não tem permissão para conseguir mais respostas para si ou para o público.
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Alan Taylor, diretor do filme, tem em seu currículo direção de episódios de séries para a TV como OZ, Sex and The City, Lost, Familia Soprano, Game Of Thrones e também o comando dos longa-metragens 'Thor - O Mundo Sombrio' e 'As Novas Roupas do Imperador'. Mostrou em 'Gênesis' que consegue trabalhar com dificuldades em um roteiro falho, mas não gera um resultado tão positivo quanto o esperado. Fotografia, efeitos especiais e a trilha sonora, por outro lado, tem pontos mais assertivos do que o projeto como um todo. E, apesar das boas dicas de James Cameron para a produção deste, o desejo de alinhar melhor as direções do futuro e condicionar as do passado não fazem com que o presente se justifique e empolgue o final.

Um quase remake, uma quase continuação, um quase bom filme.

Ficha Técnica:
Terminator: Genesys, 2015. Direção: Alan Taylor. Roteiro: Laeta Kalogridis e Patrick Lussier - baseado nos personagens de autoria de James Cameron e Gale Anne Hurd. Elenco: Arnold Schwarzenegger, Emilia Clarke, Jason Clarke, Jai Courtney, J.K. Simmons, Matt Smith, Michael Gladys, Byung-hun Lee. Gênero: Sci-fi, ação. Distribuidora: Paramount Pictures. Trilha Sonora: Lorne Balfe. Fotografia: Kramer Morgenthaiu. Duração: 2h06.


Trailer


Avaliação: Volte duas casas no jogo e me explique com quantos 'Terminator's' se diz ''I'll Be Back''!

Indicado para quem for fã! 

= )


HOJE NOS CINEMAS!



See Ya!
B- 

Ps: Tem uma cena de mini-direcionamento para o próximo no pós-créditos.

Escrito por Bárbara Kruczyński

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1 comments:

Ernesto Coutinho disse...

Acho que o filme se comporta como um flashback filmes Cameron. O desempenho de Emilia Clarke no filme foi excelente, ela sempre achei o seu trabalho excepcional, sempre demonstrou por que é considerada uma grande atriz, desfrutei do seu talento na série Game of Thrones 7, faz uma grande química com todo o elenco, vai além dos seus limites e se entrego ao personagem.

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