Suicide Squad - Esquadrão Suicida

Ca-R*-Lho!... talvez essa seja a melhor palavra única para definir minha reação ao assistir “Suicide Squad” 3D (Esquadrão Suicida, em português) que estreia nos cinemas de todo o Brasil nesta quinta-feira, 4 de agosto.

O longa conta a história do grupo de super-vilões com habilidades únicas em sua primeira missão. Recrutados por Amanda Waller (Viola Davis), o grupo composto por Deadshot (Will Smith), Harley Quinn (Margot Robbie), Captain Boomerang (Jai Courtney), Diablo (Jay Hernandez), Killer Croc (Adewale Akinnuoye-Agbaje) e Enchantress/June Moone (Cara Delavigne) é forçado convencido a deter uma força mágica que quer controlar o mundo. No decorrer, o background de alguns personagens se encontra a história principal e surgem personagens como The Flash (Ezra Miller), Batman (Bem Affleck) e o tão esperado The Joker (Jared Leto).

Quero deixar registrado que este é o filme (de herói) que tem a melhor apresentação de personagens que já assisti até hoje. Também é preciso ressaltar que a Margot Robbie e a Viola Davis praticamente carregam o filme nas costas. A Arlequina é uma louca/piadista/sádica que usa muito de sua (in)previsibilidade para conseguir coisas. Já a Amanda Waller é completamente ameaçadora e sabe manipular muito bem. Um olhar daquela mulher e umas poucas palavras são capazes de fazer tremer as pernas de qualquer vilão.

O Pistoleiro de Will Smith ficou bacana. Ele é o responsável por algumas das cenas de ações mais legais e tem interação maior com os outros membros do esquadrão. É ele quem interage mais com a Arlequina, ele quem “atiça” o Diablo e, principalmente, ele quem tem mais treta com Rick Flag (Joel Kinnaman).

Gostaria de falar mais dos outros integrantes da equipe mas eles aparecem tão pouco, têm a imagem tão mal aproveitada, que qualquer coisa que se fale sobre eles acaba sendo spoiler. A Katana (Karen Fukuhara) aparece em raros momentos embora esteja sempre do lado do Flag para protege-lo e, ainda assim, aparece mal. O Croc, basicamente, só tem uma cena. O Bumerangue é o bobão que nem para alívio cômico serviu direito e muito disso se dá justamente por quiseram concentrar as atenções na Arlequina e no Pistoleiro. Ah... a Enchantress é um personagem que dá até preguiça de tão mal aproveitado.

Desta vez vou fazer diferente e dizer (a minha opinião do) que funcionou e do que não no filme:
Trilha Sonora: um dos principais destaques. As músicas são muito boas e bem escolhidas. Ainda que em alguns momentos elas fiquem descontextualizadas das cenas, vale a pena pesquisar. 
Elenco: tem nome, tem potencial, mas foi mal aproveitado o que acabou por apagar os menos conhecidos. Viola Davis, mozão. <3

A direçãoDavid Ayer – (“Corações de Ferro”; “Marcados para Morrer”): umas coisas funcionaram e que outras não. Alguns planos sequência me agradaram. Uma das cenas de ação do pistoleiro também e a introdução dos personagens me chamaram atenção.

Participações de outros personagens: Batman e Flash aparecem na produção de maneira bem pontuais e isso me agradou, sobretudo porque foram tratados como participações. Já o Coringa... apareceu bem mais e isso chegou até a me incomodar, pois achei o veria menos.

O Coringa: sinceramente... gostei não. Jared Leto me pareceu forçado, não me convenceu daquilo de que tanto se falava. Além do mais, o visual dele está bem ruim.


Conceito visual dos personagens: gostei de algumas coisas. Arlequina, Bumerangue e Pistoleiro têm um visual muito bacana. O Croc com sua jaqueta de couro de crocodilo e a Katana com sua vestimenta clássica estão sensacionais. Já a Enchantress, tadinha... estava excelente no início do filme e conforme foi se desenvolvendo o conceito inicial mudou completamente e dava pra ver os gritos do CGI nela (e a atuação da Delavigne que já não era lá essa coisa toda não ajudou).

Roteiro – David Ayer: tem falhas que produzem uns diálogos insossos e monótonos, falas desnecessárias e até umas forçadas de barra.

Em resumo: apesar de todas as coisas negativas que falei aí em cima, gostei muito de ter assistido e indico. É um filme divertido e que “se explica” em si mesmo e faz com que até quem não conheça o Esquadrão Suicida entenda a história. Ri em diversos momentos com piadas bestas, mas que tinham timing. A Amanda Waller e a Arlequina estão sensacionais e, apesar das falhas, acredito que valha a pena gastar o dinheiro para ver. Muitas das chateações do filme acabam sendo ocasionadas pela criação excessiva de expectativa devido ao hype em cima do longa.

Trailer:



Ficha Técnica: Suicide Squad, 2016. Direção: David Ayer. Roteiro: David Ayer. Elenco: Will Smith, Margot Robbie, Cara Delevingne, Scott Eastwood, Ben Affleck, Jared Leto, Jai Courtney, Ike Barinholtz, Joel Kinnaman. Gênero: Ação, Aventura, Fantasia. EUA. Distribuidora: Warner Bros. Duração: 123 min

Nota: 3,5/5
Te vejo em breve. ;D

Escrito por Leandro Lisbôa

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3 comments:

Raphael Brito disse...

Ótima análise, Leandro. Basicamente tivemos as mesmas ressalvas. Abraços!

Leandro Lisbôa disse...

Obrigado por seu comentário, Raphael. Que bom te ver por aqui. Venha sempre que sentir vontade. =D

Nathalia Ganesha disse...

Também gostei do filme, e tive dificuldades em gostar desse coringa que não me convenceu. A trilha sonora é boa demais, e eu amei a Viola como a Amanda Waller <3

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