And the Oscar (may) go to... 2018 (Parte 1)

A cerimônia do Oscar só rola no ano que vem, mas a corrida de ouro já está a todo vapor! E já faz algum tempo. Os maiores festivais de cinema já ficaram para trás e agora, pelas reações dos críticos e especialistas em premiações (sim, isso existe), já podemos ter uma boa ideia de quais são os filmes que tem mais chances de conseguir por as mãos na estatueta mais desejada do showbiz. E olha, se ano passado, nesta época, La La Land e Moonlight já despontavam como front runners, este ano a corrida está bem mais imprevisível e emocionante. Tudo pode acontecer!

Assim, como nos últimos anos, o wanna be nerd traz 20 filmes (bem, 21) para você ficar de olho! Lembrando que muitos só serão lançados no Brasil lá para janeiro/fevereiro, justamente para poder aproveitar o buzz da época de premiações. Vamos ter que segurar um pouco a ansiedade! Mas você já pode ir se preparando, marcando na agenda as datas e juntando um dinheiro para fazer aquela maratona dos prováveis indicados o cinema. Será que seus favoritos também serão os escolhidos da academia?

Obs: Rotten Tomatoes e Metacritic são sites que trazem uma média da aprovação dos filmes pelos críticos. O RT só diz se a review foi positiva e negativa, enquanto o Metacritic traz um média de 0 a 10. Críticos não votam no Oscar, mas as notas dos sites dão uma indicação de como os filmes estão sendo recebidos pela indústria.

Battle of the Sexes


Título brasileiro: A Batalha dos Sexos
Data de Lançamento no Brasil: 19 de outubro de 2017
Aprovação no Rotten tomatoes: 84%
Avaliação no Metacritic: 73
Direção de: Jonathan Dayton e Valerie Faris
Roteiro: Simon Beaufoy (Quem Quer Ser um Milionário?)
Elenco: Emma Stone, Steve Carell, Andrea Riseborough, Alan Cumming, Sarah Silverman


Há alguns anos a dupla de diretores ganhou o coração da academia com Pequena Miss Sunshine, filme que levou duas estatuetas. Agora, eles trazem para a telona a história da tenista Billie Jean King, que em 1973 foi desafiada por Bobby Riggs a provar na quadra que uma mulher poderia ser tão boa esportista quanto um homem. O filme mostra a preparação de King para a partida ao mesmo tempo em que ela passa por transformações em sua vida, começando a explorar sua homossexualidade. É um filme que, além da credibilidade da equipe, chama atenção por sua relevância social, tocando em muitos assuntos que estão em voga atualmente, mesmo sendo ambientado na década de 70. Emma Stone acabou de ganhar um Oscar e já volta para brigar pelo seu segundo. E olha que muitos dizem que sua performance é ainda melhor que em La La Land! Outro que ganhou muitos elogios foi o Steve Carell, que aparece fazendo dobradinha na corrida deste ano. O filme em si foi muito bem recebido, embora tenha havido algumas criticas para o roteiro e o buzz sobre ele tenha já diminuído um pouco. Em um ano tão acirrado, talvez possa acabar sendo ofuscado por títulos que estão mais frescos na memória.

Blade Runner 2049


Data de Lançamento no Brasil: 5 de Outubro
Aprovação no Rotten tomatoes: 88%
Avaliação no Metacritic:81
Direção de: Denis Villeneuve
Roteiro: Hampton Fancher (Blade Runner) e Michael Green (Logan)
Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Robin Wright, Dave Bautist, Jared Letto


Villeneuve é atualmente um dos meus diretores favoritos. Em ascensão, no ano passado ele conseguiu que seu filme “A Chegada” (meu filme preferido de 2016) ganhasse 8 indicações ao Oscar. Blade Runner 2049 é a sequencia de Blade Runner: Caçador de Androids (1982) e trás o caçador K em busca de Rick Deckard, o protagonista do primeiro filme, para que ele o ajude a evitar uma guerra entre humanos e replicantes. Eu não vi nenhum dos dois filmes. O segundo semestre tem sido muito corrido e não tive muita oportunidade de ir ao cinema. Mas em Villenueve eu confio! O filme foi muito elogiado por sua complexidade, algo que não é comum encontrar em blockbusters. Talvez seja justamente por isso que ele fracassou nas bilheterias... de qualquer forma, há grandes chances da academia mostrar maior apreciação pelo filme que o público, mesmo que seja somente nas categorias técnicas.

Call Me By Your Name


Título brasileiro: Me Chame Pelo Seu Nome
Data de Lançamento no Brasil: 24 de novembro
Aprovação no Rotten tomatoes: 98%
Avaliação no Metacritic:95
Direção de: Luca Guadagnino (A Bigger Splash)
Roteiro: Luca Guadagnino, James Ivory (Uma Janela Para o Amor), Walter Fasano (Um Sonho de Amor)
Elenco: Thimothee Chamalet, Armie Hammer, Michael Stuhlbarg, Amira Casar


O diretor Italiano Luca Guadagnino conseguiu conquistar o público do festival de Sundance ao mesclar a beleza das paisagens Italianas com a delicadeza da descoberta do primeiro amor. Muita gente relatou não ter conseguido segurar as lágrimas, principalmente durante uma cena que envolve um monólogo do personagem de Michael Stuhlbarg que eu estou morrendo de curiosidade para saber como é! O filme teve a mesma reação por todo luga em que foi exibido e acabou saindo do circuito de festivais como um dos nomes mais fortes para as premiações de 2018. A história é ambientada na Itália dos anos 80 e conta a história de Elio Perlman, um jovem que se apaixona pelo acadêmico Oliver quando este é convidado para passar um tempo na casa dos seus pais. O romance parece ser muito bonito, mas algo pode atrapalhar suas chances: houve controvérsia pelo fato de que o personagem de Chamalet se envolve com um cara mais velho, sendo menor de idade (17 anos). Mesmo assim, espere pelo menos ver o trio principal de atores ganhando suas primeiras indicações.

Darkest Hour


Título brasileiro: O Destino de Uma Nação
Data de Lançamento no Brasil: 11 de janeiro de 2018
Aprovação no Rotten tomatoes: 81%
Avaliação no Metacritic:72
Direção de: Joe Wright (Desejo e Reparação)
Roteiro: Anthony Mccarten (A Teoria de Tudo)
Elenco: Gary Oldman, Lily James, Ben Mendelsohn, Kristin Scott Thomas


O que mais me impressiona em DH é sem dúvidas a grande transformação pela qual o ator Gary Oldman passou (esse cara é um verdadeiro camaleão!). E olha que eu não fui o único que ficou impressionado, já que ele é o grande favorito para levar o prêmio de melhor ator! Mas não é só ele que está no páreo; o filme ainda tem chances de indicação em muitas outras categorias. O diretor Joe Wright (por quem eu tenho um grande carinho por ter dirigido o meu filme preferido ever: Orgulho e Preconceito) trás as telonas o primeiro ministro britânico Winston Churchill lidando com a pressão de tomar decisões difíceis durante um momento crucial da segunda guerra mundial.

Downsizing


Título brasileiro: Pequena Grande Vida
Data de Lançamento no Brasil: 18 de Janeiro de 2018
Aprovação no Rotten tomatoes: 65%
Avaliação no Metacritic: 74%
Direção de: (Nebraska)
Roteiro: Alexander Payne e Jim Taylor (Sideways)
Elenco: Matt Damon, Kristen Wiig, Chirstoph Waltz, Neil Patrick Harris, Jason Sudeikis, Hong Chau, Lauren Dern


Downsizing tem uma premissa no mínimo curiosa: em um futuro próximo, as pessoas podem escolher passar por um procedimento que as tornam do tamanho de um boneco para economizarem, já que sendo pequeno você consome muito menos recursos e assim gasta muito pouco dinheiro. É um pouco bizarro, neh? Por isso é o filme da lista que mais dividiu opiniões. Tem gente que realmente comprou a ideia e a crítica social que o filme buscar transmitir, mas também tem gente que detestou. Mesmo assim não dá para ignorar o carisma e a competência do diretor Alexander Payne, que acumula 7 indicações e duas vitórias no Oscar (pelos roteiros de Sideways e Os Descentes). Dos atores, quem se destacou e está mais próxima de ser indicada é a atriz Hong Chau, conhecida pelas séries Treme e Big Little Lies.

Dunkirk


Data de Lançamento no Brasil: 27 de julho de 2017
Aprovação no Rotten tomatoes: 92%
Avaliação no Metacritic:94
Direção de: Christopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan
Elenco: Tom Hardy, Mark Rylance, Cilian Murphy, Kenneth Branagh, Harry Styles, Fionn Whitehead


Chistopher Nolan é considerado por muitos um diretor injustiçado pelo Oscar, embora ele já tenha recebido 3 indicações (duas por roteiro e uma como produtor). Você vai encontrar muita gente que diz que ele já deveria ter levado uma estatueta há muito tempo pela celebrada trilogia do Cavaleiro das Trevas ou ainda por grandes sucessos como A Origem, Interestelar (que é o único filme dele que eu não gosto) e Amnésia. E olha, eu concordo! O cara é muito bom. É realmente absurdo que nunca tenha sido indicado como diretor. Eu não consegui ver Dunkirk, mas ouvi dizer que é incrível; que consegue, através de uma estrutura narrativa surpreendente e um trabalho notável de áudio, transmitir o espectador para o meio do campo de batalha da Operação Dínamo. Um fato curioso é que o filme acaba servindo como um companheiro para “A Hora Mais Escura”, já que ambos abordam o mesmo fato histórico. Só que enquanto esse oferece uma visão do lado burocrático, Dunkirk mostra a ação. Vou esperar para fazer uma dobradinha dos dois filmes, vendo um após o outro.

ps: Nolan vacilou em não pedir para que o popstar Harry Styles compusesse uma canção para o filme neh? Podia tentar conseguir uma indicação extra.

I, Tonya


Data de Lançamento no Brasil: 8 de dezembro de 2017
Aprovação no Rotten tomatoes: 92%
Avaliação no Metacritic:77
Direção de: Craig Gillespie (A Garota Ideial)
Roteiro: Steven Rogers Ps: Eu te Amo)
Elenco: Margot Robbie, Sebastian Stan, Allison Janney, Bobby Cannavale, Juliane Nicholson


Usando o formato de “mockumentary” (um documentário ficcional), o filme conta a história verídica de Tonya Harding, uma patinadora que em 1994 se envolveu em um dos maiores escândalos do esporte norte-americano quando seu namorado atacou a patinadora Nancy Kerrigan para impedi-la de competir com Tonya por uma vaga nas Olimpíadas. Nem o diretor e nem o roteirista são veteranos das premiações e o filme não teve aprovação unanime nos festivais, mas o que todos concordaram é que Margot Robbie entrega o melhor desempenho da sua carreira e que Allison Janney está imbatível no papel da mãe controladora de Tonya. O trailer confirma isso e mostra que o filme tem um tom de humor negro que parece muito interessante.

Get Out!


Título brasileiro: Corra!
Data de Lançamento no Brasil: 18 de maio de 2017
Aprovação no Rotten tomatoes: 99%
Avaliação no Metacritic: 88
Direção de: Jordan Peele (Key & Peele)
Roteiro: Jordan Peele
Elenco: Daniel Kaluuya, Allison Williams, Bradley Whitford, Catherine Keener


Vindo de um diretor que está acostumado a fazer comédias, Corra! foi uma das maiores (e melhores) surpresas do ano. Tanto critica quanto público aprovaram com entusiasmo a iniciativa do terror psicológico de trabalhar questões raciais através da história de um homem que vai conhecer a família de sua namorada branca e se vê envolvido no meio de um esquema sinistro. Esse é um dos poucos filmes da lista que eu já vi e posso dizer que realmente fiquei hipnotizado durante todo o tempo de projeção. O filme é inquietante e fascinante (embora eu não tenha curtido muito o terceiro ato). Vale a pena e merece todo o sucesso que teve!

Lady Bird


Data de Lançamento no Brasil: ainda sem previsão
Aprovação no Rotten tomatoes: 100%
Avaliação no Metacritic:94
Direção de: Greta Gerwig
Roteiro: Greta Gerwig
Elenco: Saoirse Ronan, Laurie Metcalf, Lucas Hedges, Tracy Letts, Timothee Chalamet


Todo ano um filme indicado se torna o meu queridinho da temporada, e Lady Bird tem tudo para assumir a posição! Eu amo histórias de “coming of age", Saoirse (se pronuncia sêrcha) é uma das minhas atrizes preferidas e gosto muito da Greta, que depois de protagonizar indies como Frances Ha e Mistress America, assume a cadeira de diretora. E pelos comentários dos críticos, ela acertou em cheio. O filme é um retrato honesto e cativante de uma adolescente que não vê a hora de deixar sua cidade e o controle de sua mãe para explorar novos horizonte e achar um lugar onde se encaixe. O filme estreou esta semana nos Estados Unidos em apenas 4 salas e mesmo assim arrecadou mais de 364 mil dólares, conseguindo uma das melhores médias por cinema de 2017 e a melhor ever de um filme dirigido por uma mulher.

Last Flag Flying


Data de Lançamento no Brasil: 25 de Janeiro de 2018
Aprovação no Rotten tomatoes: 74%
Avaliação no Metacritic: 65
Direção de: Richard Linklater (Boyhood)
Roteiro: Richard Linklater e Darryl Ponicsan (Código de Honra)
Elenco: Steve Carell, Bryan Crasnton, Laurence Fishburne, Cicely Tyson


A Amazon conseguiu ano passado, com “Manchester By The Sea”, um feito que a Netflix por enquanto apenas sonha em conseguir: fazer com que um filme do serviço de streaming seja indicado ao Oscar. E este ano a Amazon tenta de novo pisar na sua concorrente ao garantir os direitos para o novo filme do celebrado diretor Richard Linklater. O filme é uma espécie de sequencia para “A Última Missão”, de 1973, pois traz alguns dos mesmos personagens. A trama acompanha os marinheiros Buddusky e Mulhall que recebem a ligação de um amigo pedindo que os dois o ajudem a trazer para casa o corpo de seu filho, morto no Iraque. O filme aparece na lista apenas por apelar para o nacionalismo americano, por ser de Linklater, um diretor muito respeitado pela academia, e por conter uma performance muito elogiada de Steve Carrell (olha ele de novo). Porém, o comentário geral é de a película é excessivamente sentimentalista e parece ter sido feito no automático.

----

Como o post estava muuuuuito grande, dividi em duas partes. Clique aqui para acessar a segunda parte.

Escrito por Vitor Souza

    Comentários Blogger
    Comentários Facebook

0 comments:

Postar um comentário

Pode falar. Nós retribuímos os comentários e respondemos qualquer dúvida. :)