Assassinato No Expresso do Oriente


Publicado em 1934, o livro 'Assassinato No Expresso do Oriente', da aclamada escritora Agatha Christie, foi de um sucesso enorme e durante os anos que se seguiram a obra ganhou inúmeras adaptações para o cinema e para a tevê.

Com lançamento para esta quinta-feira (30), no Brasil, a nova adaptação do clássico de Christie conta com um elenco de peso selecionado a dedo por Lucy Bevan, atores como Willem Dafoe, Daisy Ridley, Judi Dench, Michelle Pfeiffer, Josh Gad, Penelope Cruz, Sergei Polunin, Lucy Boynton,  Tom Bateman, Leslie Odom Jr., Olivia Colman, Manuel Garcia-Rulfo, Derek Jacobi e Kenneth Brangh.

A direção é do próprio Branagh.

Trailer


Quando o longa se inicia, somos apresentados ao perfeccionismo - e diria até ao toc - do excêntrico e competente detetive belga Hercule Poirot (Kenneth Branagh) que está em Jerusalém resolvendo um caso de roubo. Após solucionar a investigação, Poirot decide tirar férias, mas é chamado as pressas para outra investigação. Assim, embarca de última hora no requintado trem Expresso do Oriente devido a locomotiva ser administrada por seu amigo de longa data Bouc (Tom Bateman). Durante a viagem, Poirot vem a conhecer alguns dos passageiros na cabine que é palco das refeições de todos ali. Um deles é Edward Ratchett (Johnny Depp), um misterioso senhor que deseja contratar o detetive para ser seu segurança particular, todavia, recebe uma negativa de Poirot.  Na noite seguinte, a nevasca torna difícil a passagem do trem e a viagem é interrompida. Paralelo ao acontecimento, Ratchett é encontrado sem vida em seu vagão. Pensando em como seria ruim para os negócios uma longa investigação sobre o ocorrido, Bouc convence Poirot a achar o assassino e entregar os fatos a policia assim que o trem chegar a próxima parada e ele aceita.









Temos em mão um clássico sendo adaptado quase pela 15º vez. Um elenco extravagantemente de bom e um diretor incrivelmente perspicaz. Claramente, que nem tudo que está no livro é posto em tela, mas a fidelidade ao tom de suspense e aos anos 30 vem com graciosidade e detalhismo.

Os personagens e, obviamente, suspeitos do assassinato, são cheios de caras e bocas e pisam em ovos para não se revelarem por completo. O que falha já que a intenção é mostrar que ninguém está a salvo e que talvez o único que não saiba de nada ali seja Poirot. Porém, ele é será o único a entender com precisão o que aconteceu. 

Rachett, na verdade, era um trambiqueiro e sempre estava envolvido em falcatruas. O que o deixou com medo é que de repente ele começara a receber ameaças estranhas para tomar cuidado. E não demorou foi assassinado em circunstâncias que colocavam um grupo de pessoas distintas como possível assassino ou mandante do assassinato.

O criminoso pode então ter sido algum dos passageiro do trem e estão na lista de investigados: o professor Gerhard Hardman (Dafoe), ou a exuberante Caroline Hubbard (Pfeiffer), ou a marrenta princesa Dragomiroff (Dench), ou sua acompanhante Hildegard Schmidt (Colman), ou o conte Rudolph Andrenyi (Polunin) e a condessa Elena Andrenyi, ou o mordomo de Rachett, Edward Henry Masterman (acobi), ou ainda o assistente contábil de Rachett, Hector Mcqueen (Gad), e também estão na lista a missionária Pilar Estrabados (Cruz), o médico Arbuthnot (Odom Jr.), o belo Marquez (Garcia-Rulfo ) e a senhorita Mary Debenham (Ridley).

 








O roteiro faz um recorte especifico e trabalha a investigação dos personagens centrais paralela a competência de Poirot. Conversa com a ética, com a moral, com a justiça, com o preconceitos racial e agrega reflexão em seus minutos finais. 

Não é a primeira vez que Branagh se sai tão bem atuando quanto dirigindo. Temos uma caracterização perfeita para um personagem perfeccionista. Um observador nato dos erros humanos e sem sombra de dúvidas alguém que sabia o que queria mostrar e como queria interpretar aquele ser tão emblemático. Não há muito do que falar do elenco - a não ser os personagens do conde e da condessa - todo o resto tem arcos importantes e se desenvolvem bem.

A técnica do filme poderia ser simplista e clássica, mas escolhe ser emblemática. Há o tom do requinte para a fotografia, para a caracterização e figurino, para o ambiente e para tudo dentro dele. Takes planos, aberto e o mais interessante deles se concentra na cena de descoberta do assassinato onde vemos tudo de um ângulo de cima para baixo. Impactante!

A trilha sonora é assinada por Patrick Doyle (ouça aqui) e brinca com todo o filme trazendo graça, ironia e fofura.


 Um suspense digno de sua atenção e imperdível no leque de estreias da semana.

Ficha técnica: Murder on The Orient Express, 2017Direção: Kenneth Branagh. Roteiro: Michael Green - adaptação da obra homônima de Agatha Christie. Elenco: Johnny Depp, Kenneth Branagh, Judi Dench, Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley, Leslie Odom Jr., Josh Gad, Tom Bateman, Willem Dafoe, Olivia Colman, Manuel Garcia-Rulfo, Sergei Polunin, Lucy Boynton, Penelope Cruz, Derek Jacobi. Gênero: Suspense, Policial. Trilha Sonora Original: Patrick Doyle. Fotografia: Haris Zambarloukos. Figurino: Alexandra Byrne. Edição: Mick Audsley. Distribuidor: 20th Century Fox. Nacionalidade: Estados Unidos. Duração: 01h54min.



Avaliação: Três bigodes estilosos e Noventa e Cinco assassinos (3,95/5).




30 de Novembro, nos cinemas!



See Ya!

 B-

Escrito por Bárbara Kruczyński

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