Quase Memória, de Ruy Guerra


O diretor Ruy Guerra (O Veneno da Madrugada) lança esta semana sua adaptação para os cinemas, em estilo livre, da obra de sucesso "Quase Memória", romance escrito por Carlos Heitor Cony, lançado em 1995, que fora ganhador de dois prêmios Jabuti, ''melhor romance'' e ''melhor livro do ano'', e se consolidou nas prateleiras ao atingir 400 mil exemplares vendidos. 

O diretor avisa que a produção sofre alterações de seu enredo original, devido as 'claras regras de orçamento', e a dica básica do WBN, em casos assim é, para o espectador que já leu o texto original, assistir o longa com a mente aberta e aceitando as diferenças e distâncias das linguagens. 

Guerra, que não filmava há dez anos e aparenta nunca ter parado, traz aqui o reencontro de um homem consigo mesmo, em fases distintas de sua vida, que ele, de certa maneira enigmática, revisita.

No elenco: Tony Ramos, Charles Fricks, Mariana Ximenesm, João Miguel e Antonio Pedro.


Trailer


Na trama,  o jornalista Carlos Campos encontra a si mesmo em dois períodos da vida: na juventude e na velhice. Esta dobra no tempo gira em torno de um misterioso pacote, supostamente enviado por pelo pai de Carlos, Ernesto, e que gera um grande enigma ao homem. 

A divisão fica assim: o ator Charles Fricks interpreta Carlos em 1968, logo após o AI 5, e Tony Ramos aparece nos nostálgicos dias do anos de 1994, logo após a morte de Airton Senna. Duas versões de Carlos, frente à frente e recordando os fatos da vida.

Estas quase memórias distorcidas pelo tempo e pela visão que cada um guardou delas compõe o roteiro do filme. Se por um lado há a perspectiva do homem maduro e dono da verdade, por outro lado estão as recordações confusas do idoso já cansado e preparando-se para partir.


FICHA TÉCNICA 
Diretor - Ruy Guerra. Produtora - Janaina Diniz Guerra. Baseado no romance de Carlos Heitor Cony. Roteiro - Ruy Guerra, Bruno Laet e Diogo Oliveira. Diretor de Fotografia - Pablo Baião. Diretor de Arte - Marcus Figueiroa.  Produtor Associado e Diretor de Produção - Fernando Zagallo. Produtora Executiva - Gisela Camara. 1º Assistente de Direção -Dandara Guerra. Produtor de Elenco - Fabio Meira. Som Direto - Evandro Lima. Figurino - Tatiana Rodrigues. Maquiagem - Lucila Robirosa.  Produtores Associados - J. Sanz Produção Audiovisual, Zaga Filmes, Tacacá Filmes. Uma produção Kinossaurus Filmes. Coprodução: Globo Filmes. Patrocínio: BNDES, FSA, Petrobras, Eletrobras, Riofilme, Oi Futuro, Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. Filme realizado utilizando recursos do Fundo Setorial do Audiovisual/ AncineApoio: Polo Audiovisual de Barra do Piraí. Ano: 2015. Gênero: dramédia . Classificação: 12 anos

Somos apresentados às lembranças sobre o pai Ernesto (João Miguel) e suas histórias incríveis; idealista e romântico mesmo diante das dificuldades da vida, a mãe (Mariana Ximenes) mais pé no chão e querendo colocar ordem na família e de outros personagens que circulam ao redor. O ponto de encontro de todas estas recordações é o misterioso pacote amarrado com o jeito do pai já falecido.

De forma teatral vamos seguindo as lembranças das personagens por vezes coloridas e alegres contrastando com cenas tristes, sombrias e restritas ao interior da casa. Tony Ramos dá uma aula de interpretação nas cenas de reflexões sobre as lembranças, o esquecimento inevitável que a velhice carrega e as desilusões da vida.

Resumindo: o filme propõe que na vida não é tanto a história que importa, mas as memórias que guardamos ou não dela e os sentimentos que estas (quase) memórias remetem.

Dia 19 nos cinemas. 
Vale conferir!

Por 
Helen Nice
@n.dacoruja

Escrito por staff

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