Deadpool 2:


Não é de hoje que os estúdios levam em conta o lema ''fez sucesso a gente produz mais''. Com Deadpool (ler comentários aqui) não foi diferente. O êxito estrondoso do primeiro filme, com a crítica e com o público, deram ao mercenário mais falastrão da história o legitimo direito de mais uma aventura nas telas e esta entra em cartaz hoje. 

Interpretado, no anterior e neste, com muita destreza pelo ator Ryan Reynolds, o personagem embarcou o público em um mar de boas referências pop's e muita ação. Porém, em sua segunda façanha a trama não vem tão costuradinha e, apesar do aumento de violência, referências e comédia, o enredo não se apresenta tão maduro. Bem, algo que pode ser posto na mesa como talvez culpa disto seja a mudança de direção (David Leitch substituiu Tim Miller após a saída deste do projeto por 'diferenças criativas com Reynolds).

Voltam ao elenco Morena Baccarin, T.J. Miller, Leslie Uggams, Karan Soni, Stefan Kapicic e Brianna Hildebrand. Já de carinhas novas temos a adição de Josh Broslin, Zazie Beetz Shioli Kutsuna e Julian Dennison - se falarmos das outras tantas que vemos será um spoiler então listemos somente estas.

Trailer

O retorno de Deadpool (Reynolds) aos cinemas vem com cenas de violência explicita - nada muito chocante, mas que ainda assim renderam ao filme a classificação de 18 anos, porém a FOX entrou com recurso e conseguiu reajuste para 16. Sua saga em continuar sendo desbocado, fanfarrão e um namorado 'quase'' dedicado continua, contudo, ele ganha conflitos que o levam de volta ao que ele tenta sempre evitar: ser herói. O mercenário acaba sofrendo uma tragédia pessoal e se enfia de cabeça em uma missão para salvar a vida de um jovem mutante (Dennison) das garras de um viajante do futuro chamado Cable. Seu fiel motorista de taxi Dopinder (Soni) e seu barman predileto (T.J. Miller) o ajudam a encontrar um time perfeito e os dois X-Men que não o ignoram, Colossus (Kapici) e Missil Adolescente Supersônico, também se juntam a ele em algum momento da trama.

A talentosa Morena Baccarin tem ótima quimica com Ryan Reynolds, o nosso grande anti-herói
O roteiro não mudou de mão como a direção, mas Reynolds conseguiu dar seus pitacos e fazer o que queria com o personagem. Não há desvio na essência de Wade/Deadpool, porém vemos que houve menos preocupação em deixar tudo explicadinho ou ainda dar mais 'tempo de cena para as quebras da quarta parede'.

Os conflitos vão se acumulando pelo longa e seguem a fórmula de resolução sem surpresas lá pelo terceiro ato. As deixas do personagem fazem rir com facilidade e as referências a filmes (James Bond, Yentl, Logan, Diário de um Vampiro, Vingadores: Guerra Infinita, Pantera Negra, Digam O Que Quiserem e entre outros) acrescentam mais uma vez um passeio rico em cultura pop guiado pelo senhor Deadpool .


O teor sexual desta vez não é visto somente com a relação hétero de Pool e seu 'bromance' com Colossus se destaca diversas vezes. O longa também toca em Bullying de um jeito mais leve do que pode parecer, mas toca. Também debate sobre segundas chances e até se descreve como um filme 'familiar'.

Cable, personagem de Brolin, e Domino, interpretada por Zazie Beetz, ganham características um pouco diferentes do quadrinho. Ela até mais que ele. Pois na HQ Domino é descrita como branca e com um sinal forte no rosto. Já nas telas aparece como afro-americana e parece ter sido a escolha perfeita. O figurino de cable se difere apenas na cor do cabelo e Brolin ainda é satirizado o filme inteiro por também estar participando do universo dos vingadores. Ambos tem ótimas cenas, aliás.













O elenco em peso ganha mais deixas. Karan Soni mesmo, o taxista de Pool, aparece querendo entrar para o time que o anti-heroi seleciona para a ''X-Force'' (grupo que possivelmente deve ter um filme nas telas no futuro) e não para de querer se provar. Reynolds confirma sua boa preparação para o papel e a aparição da vizinha cega, do barman e de poucos X-men nos deixam satisfeito. Rola tempo até para conhecermos a namorada de Missil Adolescente Supersônico (Hildebrand), a fofa Yukio (Kutsuna).   

Tyler Bates assumiu a trilha sonora (ouvir aqui), após Junkie XL sair do posto, e traz ritmo e simplicidade com suas composições. Pool desta vez brinca com vigor com sua lista de canções e é sempre o 'rogeirinho do ingá' pedindo a simone pra soltar o vt, ou melhor, pedindo ao dj que dê o play nas músicas. Ouvimos, aliás, canções poderosas dos anos 80 como ''Take On Me'', do A-Ha, e também classicos cantados por divas como Dolly Parton e Cher. Ah, e o tema do filme é da também Canadense Celine Dion (assista ''Ashes'' aqui) - a propósito Ryan zuou mais uma vez tudo, inclusive o seu país e as piadas são ótimas.

Não houve lançamento do longa em 3D, mas de qualquer forma o bom orçamento novamente supre ótimos efeitos especiais aqui. Fotografia segue de acordo e toda a parte técnica também. 



Ficha Técnica: Deadpool, 2016. Direção: David Leitch. Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick e Ryan Reynolds, baseados no personagem criado por Rob Liefeld e Fabian Nicieza. Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Josh Brolin, Zazie Beetz, Terry Crews, Julian Dennison, Rob Delaney, Karan Soni, Stefan KapicicBrianna Hildebrand, Leslie Uggams, T.J. MillerEdição: Craig Alpert, Elísabet Ronaldsdóttir e Dirk Westervelt. Trilha Sonora Original:  Tyler Bates. Gênero: Ação, aventura, comédia. Figurino: Kurt and Bart. Fotografia: Jonathan Sela. Nacionalidade: Eua. Distribuidor: Fox Filmes. Duração: 02h00min.

Aquele blockbuster que você torceu pra ser tão bom quanto o primeiro e não deve te decepcionar.

PS: CENAS PÓS - CRÉDITOS AINDA MELHORES QUE A DO PRIMEIRO.

AvaliaçãoTrês viajantes do futuro e noventa músicas legais (3,90/5 - Ótimo).

17 de Maio nos Cinemas!
Não recomendado para menores de 16* anos

https://www.ingressosdeadpool.com.br/home/

See Ya!















B- 

Escrito por Bárbara Kruczyński

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